sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Capítulo 22 “ Casa nova, vida nova” Parte II


Olá! Já trago a descrição da nova casinha dos Cullens! Para a descrever, inspirei-me numa já existente, que eu achei muito bonita e adequada a eles. É uma verdadeira casa de sonho situada perto de Pittsburgh, estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Se quiserem ver a casa original, podem vê-la aqui!Claro que não é totalmente igual à que eu descrevi, mas é muito parecida.
XOXO, Black Roses

Abri os olhos. À nossa frente erguia-se uma casa bastante moderna, mas ao mesmo tempo rústica. A casa tinha quatro andares, era bastante geométrica, quase no estremo da casa, havia uma escadaria que dava acesso a todos os andares, apesar de ter janelas bastante grandes, a privacidade dentro da casa parecia bastante acolhedora. O tom das paredes no lado de fora era meio amarelado, o que combinava com o tom da terra e das árvores que a rodeavam, mas a estrutura da casa era em pedra cinzenta bastante rugosa. Com essa mesma pedra, também tinham construído duas chaminés situadas perto das escadas. Do lado esquerdo da escadaria estava a casa em si, e do lado oposto estava uma espécie de terraço com alguma água, o que me pareceu uma piscina. Para que é que a Alice quer ali uma piscina com este frio?
A casa em si já era bastante imponente, mas o ambiente que a rodeava completava, sem dúvida, a imagem em si. Conseguia ouvir, não muito longe, o barulho de água a cair. Quase que apostava que havia uma cascata por baixo da casa, ou talvez várias. Para além da água a cair, também se ouvia o barulho de um rio. Devia ser para lá que a água estava a cair…
Toda a gente estava admirada. Alguns até estavam de boca aberta, tal como eu, a apreciar aquela mansão! Ouviam-se assobios, exclamações… Estávamos todos perplexos, excepto a Alice que envergava um sorriso triunfante, satisfeito, contente, e ansioso por mais. Pelo tamanho gigantesco da casa, tinha muito por mostrar. Olhei para Esme à espera de encontrar uma cara parecida com a da Alice, mas em vez disso, também ela estava maravilhada. A Alice só a deve ter ajudado com a decoração! Também Edward estava estupefacto. Eu pensei que ele já sabia como era a casa. Segundo o que ele me disse, a Alice estava tão entusiasmada com a nova casa, que não conseguia esconder os pensamentos do irmão, tal como tinha feito muitas vezes, quando preparava uma surpresa. Renesmee ainda permanecia no colo de Edward, e esta estava de boca aberta e olhos esbugalhados. Só lhe faltava começar a cair baba!
- UAU! – disse finalmente Renesmee. – É fantástica, tia! É perfeita!
- Esmeraste-te Alice! Está muito bonita, filha! – aprovou Carlisle.
- Agora já sabemos para onde fugia o dinheiro! – troçou o Emmett, mas como ninguém lhe ligou, ele decidiu acrescentar. – A sério, maninha, está muito boa! – agora já estava a ser sincero, pelo que a Alice sorriu em tom de obrigada. Mas este não ficou assim por muito tempo… - Aposto que nos vamos divertir à grande aqui, não é Rose? – esta respondeu-lhe com uma cotovelada.
Rosalie dirigiu-se a Alice passou-lhe o braço pelos ombros e disse:
- Está linda Alice! Como tudo o que tu fazes… Bem dizes-te que esta casa ia ficar para a história!
- Obrigada Rosalie! Mas ainda vou precisar da tua ajuda para uma coisa, mais tarde. Digamos que a casa ainda não está completamente acabada…
- Tudo o que quiseres, já sabes!
- Depois falo contigo. Vamos entrar? – perguntou Alice, novamente com a sua voz chilreante.
Todos a seguimos até à porta principal. Alice tirou a chave do bolso, rodou-a na fechadura, e abriu a porta de madeira maciça. Devia ser pesada… Conforme entramos, fomos logo acolhidos por um ar quente e confortável, que emanava do interior. Entramos no hall de entrada, onde se encontravam vários cabides, bengaleiros, bancos corridos, e por baixo dos bancos, estavam dispostas vários pares de botas de neve. Praticamente toda a decoração interior era em madeira, ou nos seus tons, o que dava à casa um ar de casa de montanha. Todos penduramos os nossos casacos, e seguimos em direcção à sala. Esta divisão era bastante ampla e luminosa. O chão era em pedra castanha alaranjada, havia bastantes tapetes, o que aquecia a divisão, vários sofás e cadeirões, cobertos por mantas castanhas e laranjas, estavam dispostos de forma inteligente pela sala, acompanhados de várias mesas de apoio. No tecto havia uma forma quadrada em vidro, onde saiam raios de luz artificial. No lado direito da sala, onde havia maior concentração de sofás, estava uma lareira bastante grande, acompanhada por um plasma. Em frente à entrada, encontravam-se quatro portas de correr, que davam acesso a uma varanda enorme, de onde se podia apreciar todo o esplendor desta paisagem maravilhosa. Isto estava fantástico!!
Depois de termos elogiado Alice, fomos explorar o resto da casa. Estava ansiosa para ver a continuação desta maravilha, principalmente, queria ver o que é que a Alice fez nos nossos quartos…
A cozinha também era ela em pedra, mas era bastante ao estilo americano. Nesta divisão havia uma porta para o exterior, que dava acesso à varanda partilhada com a sala. Abri a porta de vidro e saí lá para fora, fechando a porta atrás de mim, para não arrefecer a casa, aquecida a aquecedor central. Tal como imaginei havia uma cascata a nascer por baixo da casa, sendo esta água depositada no rio que passava mesmo ao lado da casa. Por onde corria a cascata, encontravam-se pedras gigantes, o que lhe dava um ar de montanha. Aquilo era mais bonito do que eu pensava…
Senti a porta da sala a abrir-se, e de lá saíram os restantes Cullens. Todos se dirigiram a mim, também deslumbrados com a paisagem.
- Pensávamos que já te tinhas perdido, Bella! – gozou o Emmett. Este aproveita sempre a oportunidade de mandar uma graçola para o ar. Todos se riram do seu comentário, até eu.
Estava debruçada sobre o parapeito da varanda, juntamente com o Edward e Alice. Os restantes estavam, alguns também apoiados no parapeito, e outros simplesmente descontraídos a olhar em volta. Apercebi-me que faltavam ali uns dentes a tremer… Onde estava a Renesmee?
- Ela foi ver o seu quarto novo! E está maravilhada… - respondeu-me Edward.
- É! Parece que acertei, pelo menos com uma… - disse Alice.
- Aposto que está a adorar isto tudo! E tenho a certeza que todos também vamos gostar dos nossos quartos, Alice. – foi a vez de Esme falar.
- Se não gostarem, podemos sempre trocar, mas a culpa não seria inteiramente minha. A Esme também ajudou! –Alice estava a fazer beicinho, mas por outro lado estava bastante excitada com tudo o que estava a acontecer. – Então, Bella, gostas?
- Estás a gozar?! Está fantástico, Alice! Não podia ser melhor. Pensas-te realmente em tudo!
- Está claro! Mas ainda bem que gostas! Afinal é a ti que tenho que agradar mais! A ti e à minha sobrinha! Afinal é a primeira vez que vocês fazem isto! Nunca se tinham mudado connosco!
- É uma experiência que quero repetir, sem dúvida! Mas não já! – acrescentei de imediato, antes que desse alguma ideia parva à Alice. Todos se riram de mim, e da minha exclamação. Estava um ambiente bastante descontraído, tal como eu gostava…
- É verdade, Alice, tu dizes-te que precisavas da minha ajuda para acabar a casa. Pensei que tu tinhas dito que tinhas conseguido acabar tudo a tempo… - respondeu Rosalie a olhá-la interrogada, tal como todos nós.
Edward desatou-se a rir à gargalhada, o que me assustou. Não estava à espera da sua reacção. Todos olhávamos para ele, para tentar ver onde estava a piada…
- Pára com isso, Edward! Sabes muito bem que é verdade! Não te esqueças que aqui é mais frio, e não podemos dar nas vistas! – disse Alice num tom sério.
Agora foi a vez de Carlisle, Jasper e Rosalie começarem a rir-se. Eles já tinham percebido, mas eu, a Esme e o Emmett continuávamos na lama.
- A Alice ainda agora chegou e já quer dar um desbaste no centro comercial mais próximo. – disse o Carlisle ainda a rir-se.
- Pelos vistos a roupa que nós trouxemos não enchem os novos armários! – agora foi Edward que falou.
- Conta comigo mana! – também Rosalie ainda se ria, mas estava entusiasmada com a ideia das compras numa nova cidade.
Agora já todos nos ríamos, incluindo a Alice!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Capítulo 22 “Casa nova, vida nova” Parte I






Olá olá! Aqui está mais um capítulo! Eu sei que disse que ia postar às segundas e quintas, mas agora que entrei no ritmo da escola dá-me mais jeito que seja às terças e sextas. Fica na mesma duas vezes por semana. Pode não parecer uma mudança muito grande, mas para mim faz uma grande diferença!
Espero que gostem do capítulo e não se esqueçam de comentar!
XOXO, Black Roses


A viagem de quatro horas sem dormir no avião passou relativamente depressa. Mal aterramos, fomos buscar as nossas malas, e pusemo-nos a caminho da nossa nova casa em caros alugados.
Como era de esperar, quando chegamos estava a chover. Já me tinham avisado que a casa ficava bastante longe de Ottawa, mas não estava à espera de uma viagem de duas horas e meia pela auto-estrada, a quase 200km/h. Essa viagem foi mais chata e aborrecida do que a de avião. Pelo menos não tinha que me manter controlada para não matar ninguém… Numa coisa a Alice tinha razão, a paisagem era bastante bonita. Só havia verde há nossa volta. A Alice também tinha dito que íamos ter um parque natural perto da nossa casa, o que era bom. Sempre variávamos a ementa…
Para além da melancolia toda que sentia em relação a este lugar, estava bastante ansiosa por ver onde íamos passar alguns anos das nossas eternas vidas. Era de esperar que a casa fosse enorme, rodeada de bosques, cheia de divisões e mobiliário caríssimo. Isso era bastante previsível, mas mesmo assim estava desejosa de a ver. Apostava que era linda, uma casa de sonho…
- E se eu te disser que a casa até é bastante modesta e que a Alice quis uma coisa mais simples desta vez? – perguntou Edward. Estava a escutar os meus pensamentos, e eu ainda não estava muito habituada a isto…
- Respondia-te que então não estávamos a falar da mesma Alice! Ela nunca iria permitir isso, e SE isso acontecesse, ia ficar deveras desiludida com a grandiosa família Cullen!
- Pensei que gostavas de coisas mais simples…
- Já me habituei a extravagâncias!
- É bom saber… Então já não repelas prendas caras? – disse com um sorriso provocador no rosto.
- Nem te atrevas a oferecer-me já um carro, Edward Cullen!
- Gostei desse já na tua frase. Quer dizer que não te importas de ser daqui a um bocado?
- Sempre muito observador. E sempre muito engraçadinho…
- Está bem, está bem. Como queiras. Mas tiras a piada toda! E não te vais escapar assim tão facilmente…
- Tenho a certeza que não… Mas estavas a falar a sério quanto à casa? – perguntei com uma pontada de preocupação. Estava habituada a ouvir o Edward a falar das suas antigas vidas e das suas exuberâncias, e quando eu me vou mudar com eles a primeira vez é que eles resolvem fazer uma coisa modesta desta vez?
- Achas? – estava-se a rir às gargalhadas dos meus pensamentos… - Se a Alice endoidecesse, a Esme tratava de por tudo no seu devido lugar. Por acaso, acho que é a maior em que já estivemos… Elas esmeraram-se…
- Que parvo! Aquelas duas juntas… Mas é assim tão grande…?
- Sim. Mas já não me arrancas mais nada, Isabella Cullen…
- Sabias que és mesmo irritante, quando queres? – disse com uma cara chateada.
- Quando quero consigo ser quase tudo… - lá estava outra vez o olhar provocador… Pelo que ignorei.
- Olha, mas falta ainda muito?
- Não. – suspirou. – Já estamos a chegar. Olha! Ali à frente já é o início da cidade. – olhei em frente e li uma placa que dizia ‘Bem-vindos a Petawawa’.
- E a casa fica muito afastada?
- Nem por isso. É claro que não é no centro…
- Está bem… E sabes onde é?
- Relativamente. Mas é melhor deixar a Rosalie passar à frente, para a Alice nos poder indicar o caminho. – dito isto abrandou a velocidade, deixando a Rosalie passar por nós. Enquanto no ultrapassava, Alice, que ia no banco de trás com Jasper, sorriu-me! Aquele sorriso presunçoso que só ela sabe fazer… - Ela teve uma visão em que tu ias adorar a casa… - suspirei. Era esquisito já saber quais iam ser as minhas emoções ou reacções antes de as ter…
O resto da viagem foi passado muito lentamente. O “nem por isso” do Edward, era cerca de mais quarenta e cinco minutos de carro.  Claro que me lamentei, barafustei e reclamei o tempo todo! Edward tentava falar comigo de vez em quando, mas a conversa não passava de: “O que é que achas deste sítio? Tem bastantes bosques! E por aqui não costuma ter sol! Gostas?” O assunto não costumava sair muito daí, pois até ele já estava entediado com a viagem, e já não tinha mais nada para dizer. Graças a Deus que a Renesmee acordou a meio da viagem de carro! Não sei a onde é que ela vai arranjar tanto sono… Depois dela acordar o ambiente ficou mais divertido, mas mesmo assim…
A uma certa altura, meti a mão na minha carteira, e tirei o iPod de Edward. Pus os phones nos ouvidos, encostei a cabeça ao vidro do carro, fechei os olhos e pus-me a seguir a batida da música, desligando-me do que se passava à minha volta. Este era o estado mais próximo de dormir que eu conseguia.
‘Acordei’ quando senti o carro a abrandar, e quando a Renesmee começou literalmente a saltar e a gritar “Estamos a chegar, estamos a chegar!”. Abri os olhos e tirei os phones, desligando a música. Olhei à minha volta e reparei que estávamos a abandonar a estrada principal, e a enveredar por um caminho mais estreito e ladeado de árvores por todos os lados. Esse caminho já estava todo arranjado, e liso, para facilitar a passagem dos carros. Também com os camiões TIR que já devem ter passado por aqui… Edward riu-se do meu pensamento.
- Vejo que já estás mais bem-disposta! E sim, foram alguns!
- Tal como pensei…
Este caminho, sim, já não foi muito comprido. Em cerca de dez minutos o carro parou ao pé de umas árvores. Será que a casa não tem garagem?
- Tem. Mas como vamos ter que devolver os carros ainda hoje, não vale a pena pô-los lá. – respondeu-me Edward com um sorriso de quem está prestes a revelar uma surpresa. E estava…
Abri a porta do carro mal o motor do carro parou. Já não aguentava mais um segundo dentro daquele carro a cheirar a humanos. Esta é uma desvantagem de alugar carros, sem dúvida… Quando saí, fui banhada por umas pingas de água que se colavam à minha roupa e cabelo. Senti que o ar estava bastante frio. Talvez tão frio como era em Forks em pleno Outono, apesar de estarmos na primavera. Forks…
Fui à mala buscar o casaco da Renesmee, vesti o meu e passei o outro a Edward que tinha acabado de sair do carro. Abri a porta à Renesmee, que já se encontrava sem cinto, e esta saltou cá para fora.
- Que frio, mamã! – disse ela a encolher-se e a esfregar as mãos. Vesti-lhe logo o seu casaco grosso, pus-lhe um gorro cor-de-rosa na cabeça, e dei-lhe umas luvas a combinar com o gorro para as mãos. Ela calçou logo as luvas e esfregou as mãos enquanto eu vestia o meu casaco.
- Já estás mais quentinha? – perguntou Edward a esfregar-lhe os braços.
- Sim, papá. Já estou melhor. – respondeu Renesmee, pendurando-se no pescoço de Edward. Este pegou nela de imediato, aconchegando-a no seu casaco.
- Isto aqui é  mais fresquinho, não é? – perguntou Edward ao seu ouvido. Esta abanou a cabeça em sinal de concordância.
- Vão ficar aí ao frio ou querem ver a casa? – perguntou Alice já ao meu lado e a empurrar-nos em direcção a uma brecha entre as árvores. Reparei que essas árvores eram diferentes das outras. Estas eram maiores e mais imponentes que as restantes, como se estivessem a dar as boas vindas. Todos os Cullens já vinham atrás de nós, seguindo a Alice.
- Fechem os olhos! – disse a Alice, com uma voz bastante satisfeita. – Não vale fazer batota Emmett! Vá! Venham por aqui.
Todos seguimos a sua voz, o que não era difícil, pois mesmo que não a ouvíssemos, seguíamos o seu odor bastante conhecido. Alice mandou-nos parar cerca de uns cem metros do local onde estavam os carros. Pareceu-me que estávamos entre aquelas duas árvores…
- Já podem abrir! – disse Alice com uma voz chilreante e triunfante.