quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Capítulo 19 “Conversa difícil” Parte II


Olá, leitores! Aqui está a outra parte do capítulo que postei na 2ª. Espero que gostem. Para mim este capítulo é bastante importante para a história... Digam o que acham, e não se esqueçam de votar na sondagem. 
XOXO, Black Roses


         Charlie acedeu ao meu pedido, e sentou-se confortavelmente no cadeirão. A sua cara já não estava divertida. O seu olhar vagueava entre o meu rosto e o de Edward. Ambas as nossas caras estavam tudo menos serenas, o que afectou o estado emocional de Charlie.
Não queria ter que lhe dar esta notícia. Seria demasiado para ele saber. Não o queria fazer, muito menos sozinha. Sabia que Edward me ajudaria, mas a notícia em si tinha que ser eu. Sabia disso. Talvez fosse melhor despejar tudo cá para fora de uma vez, mas preocupava-me com a reacção do meu pai, principalmente com a sua saúde. Mas não queria estar com rodeios, mas ao mesmo tempo tinha que ir com calma.
Sentia os olhos de Edward e de Charlie postos em mim. Decidi retrair o meu escudo, para que, se ficasse atrapalhada, Edward me pudesse ajudar. Este acenou uma vez com a cabeça.
- Pai, preciso de te dar uma notícia infeliz… - a cara de Charlie ficou dura e séria. Olhei a medo para Edward. Este esfregou o meu braço, incitando-me a continuar. – Nós decidimos que nos vamos mudar. – disse calmamente, o que nada reflectia o meu estado emocional interior. Charlie ficou com uma expressão confusa no rosto. Será que ele não tinha percebido o que eu disse? Apressei-me a explicar. – O que eu quero dizer é que…
Edward interrompeu-me e falou ao meu ouvido:
- Espera. Ele percebeu. Na prática percebeu, só não quer acreditar que vais desaparecer já. Espera um bocado. Deixa ser ele a falar.
- O que é que queres dizer com já? Ele já sabia? – também eu sussurrava.
- Acho que sim. Ele já suspeitava que isto ia acontecer mais cedo ou mais tarde.
Desviei a minha atenção novamente para Charlie. Este estava agora incrédulo e horrorizado. Parecia uma estátua.
Contei cinco minutos. Cinco minutos cheios de expectativa e de frustração por não ter o poder de Edward. Passados esses longos e intermináveis cinco minutos, o meu pai falou.
- Acho que não compreendi – a voz de Charlie tremia. Tinha a certeza que ele tinha percebido, mas por vezes os humanos são assim, precisam que lhes digam as coisas duas vezes para assimilarem a informação, por isso expliquei-me o máximo possível.
- Nós vamos sair de Forks. Estamos a pensar ir para o Canadá neste fim-de-semana…
- JÁ??!! – Charlie pôs-se de pé num salto e gritou exasperado. Levantei-me e fui ter com ele.
- Pai, temos que ir o mais rápido possível. – Não me importei se estava a falar de mais. Queria lá saber! - Mas eu prometo, eu juro que te venho visitar…
- Mas porquê? Porquê agora? – O meu pai estava com as mãos na cabeça, e falava como um louco. – Porque é que têm que ir?
Não sabia o que responder. Não podia responder. Mas queria. Queria acabar com aquela farsa entre nós. Com aquela parede que nos estava a afastar cada vez mais e mais… Mas ao mesmo tempo não queria. Sabia que se o fizesse estaria a pô-lo em risco. Sabia tão bem que se um humano soubesse… Não conseguia pensar nisso. Não queria pensar nisso. Não queria deixar o meu pai sofrer psicologicamente, mas sobretudo não queria que ele sofresse fisicamente. Sabia que se eu abrisse a boca ele estaria condenado…
Enquanto eu estava num debate cerebral, Edward aproximou-se de nós, e abraçou-me por trás, dizendo que o deixasse falar. A partir daí, Edward conduziu a conversa, enquanto eu estava o mais calada possível.
- Chefe Swan, sente-se, por favor. – pediu Edward, encaminhando-o para o sofá que há momentos estava ocupado por nós os dois.
Deixei-me ficar estática no sítio onde estava, de pé, de costas para eles. Só depois do meu pai estar sentado é que Edward começou a falar.
- Eu sei que isto é complicado de perceber, mas peço que entenda que nós não lhe pudemos contar nada sobre os nossos motivos. – Edward fez uma pausa, e depois continuou a falar, pelo que supus que estaria a responder aos pensamentos de Charlie. – É para o seu bem, acredite. Se nós lhe respondêssemos a essa pergunta, ficaria em perigo. – Outra pausa. – Não é nada disso. Nunca deixaria a sua filha meter-se no crime. Isso lhe garanto e peço a sua confiança. É um bocado mais complicado do que isso. – Novamente silêncio. Desta vez mais longo. Senti uma deslocação de ar atrás de mim. Olhei de repente. Edward estava colado a mim, a olhar-me com uma cara serena. – O teu pai quer saber. Ou pelo menos uma versão reduzida. – estava a sussurrar, certificando-se que o meu pai não ouvia.
- Não. Ele não pode saber. Já temos problemas suficientes com os Volturi, Edward. – Ele não podia estar a considerar aquilo. – Sabes o que eles iriam fazer. É contra as regras! – também sussurrava, mas de uma forma ríspida.
- Talvez não… - estava pensativo, e era isso que me preocupava. – Não temos que lhe contar tudo… E ele já sabe do Jacob, lembras-te. E ainda não contou a ninguém. Tenho a certeza que se nós não lhe dermos as respostas que ele quer, irá perguntar a outra pessoa que não hesitará em contar-lhe. É melhor sermos nós.
- Visto assim, és capaz de ter razão… Mas eu não consigo, Edward.
- Deixa-me tratar disto, querida. – Deu-me um beijo na testa e dirigiu-se novamente ao sofá, sentando-se ao lado do meu pai.
Eu continuava em pé, mas desta vez estava voltada para eles, pelo que consegui ver a cara de expectativa do meu pai. Estava demasiado entusiasmado… Edward começou a falar bastante descontraído.
- Charlie. – este olhou-o atentamente. – Não lhe pudemos contar tudo. Isso está mesmo fora de questão. – Edward estava sério e determinativo. Charlie parecia uma criança que estava prestes a receber um doce. – Espero que não fique muito perturbado com o que lhe vou dizer, mas… Bem, como já sabe do Jacob Black, não deve haver problema. – Edward tomou uma golfada de ar e prosseguiu. – Não, não somos como ele! -Edward estava ofendido. – Mas também não somos humanos, e tal como ele, não envelhecemos, logo não pudemos ficar no mesmo sítio durante muito tempo. As pessoas começam a falar e a comentar… E como deve imaginar, não queremos que as pessoas saibam, por isso pedimos-lhe que não conte a ninguém.
***Fim do Flashback***

-Bella! Estás aqui? – Edward estava sentado ao meu lado, a beijar o meu maxilar.
- Sim. Desculpa. A Renesmee?
- Já adormeceu… - e disto isto, passamos a nossa última noite em Forks da melhor maneira possível: a recordar os velhos tempos…

2 comentários:

  1. Ohhhh, ora aqui está algo que eu sempre achei que deveria ser feito... contar a Charlie!
    Adorei!

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  2. Olá! Concordo contigo! Já devia ter sido feito há muito tempo, mas enfim... Ainda bem que gostas!
    Beijinhos

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